A partir da segunda metade do século XIX, a literatura brasileira passou por uma profunda transição estética. De acordo com o texto teórico, a substituição do idealismo romântico pelo Realismo e Naturalismo fundamentou-se em uma postura que priorizava o(a):
- A) Visão racionalista e cientificista da sociedade, focada em radiografar e diagnosticar as mazelas do mundo industrial e da burguesia.
- B) Subjetividade e no escapismo sentimental, buscando em cenários idealizados a cura para os conflitos urbanos da época.
- C) Fuga para um passado histórico nacionalista, em que a harmonia social superava as divisões econômicas capitalistas.
- D) Construção de ambientes oníricos e subjetivos, povoados por seres fantásticos alheios às contradições da vida urbana.
As obras do Realismo e do Naturalismo no final do século XIX aproximaram-se da ciência, transformando-se em verdadeiros "tratados estético-científicos". Entre as correntes teóricas que deram base a essa estruturação, destaca-se o determinismo de:
- A) Augusto Comte, que propunha a reorganização política da sociedade por meio do socialismo utópico.
- B) Hippolyte Taine, que defendia a concepção de que o comportamento humano é um produto direto de seu meio social.
- C) Charles Darwin, que aplicava as leis da seleção natural para justificar as divisões de classe do capitalismo urbano.
- D) Karl Marx, que centrava a análise da evolução das espécies na luta de classes e no materialismo espiritualizado.
O Realismo literário legitimou-se como uma escola artística voltada para a análise crítica do tecido social urbano. Diante disso, o principal foco temático das narrativas realistas consiste em expor o(a):
- A) Pureza intrínseca das relações humanas conservadas no ambiente familiar da nobreza imperial.
- B) Equilíbrio harmonioso entre as classes sociais promovido pelo desenvolvimento da industrialização.
- C) Hipocrisia das aparências e os conflitos gerados por casamentos tratados como meros contratos de interesse.
- D) Fidelidade absoluta aos preceitos religiosos como única forma de redenção para os desvios morais urbanos.
Na pintura realista do século XIX, a obra O quebra-pedras (1849), de Gustave Courbet, tornou-se um marco estético relevante. De acordo com a análise do quadro apresentada no texto, o objetivo do pintor foi:
- A) Idealizar a figura do trabalhador rural por meio de traços grandiosos e efeitos de iluminação acadêmica.
- B) Criar uma alegoria mitológica que justificasse a exploração econômica das massas urbanas.
- C) Evitar o debate social sobre as condições de trabalho para priorizar a pura experimentação geométrica das formas.
- D) Retratar um sujeito comum marginalizado pelas condições burguesas, aproximando a arte do real sem idealizações.
Embora Realismo e Naturalismo apareçam frequentemente mesclados na produção literária do final do século XIX, os críticos apontam distinções de foco entre ambos. Com base na fonte teórica, essa diferença reside no fato de que:
- A) O Realismo centrou-se no estudo do homem instintivo e zoomórfico, ao passo que o Naturalismo focou exclusivamente nas regras de aparência burguesa.
- B) O Realismo esteve mais preocupado em traçar um panorama social da coletividade, enquanto o Naturalismo buscou retratar o homem como um ser patológico e instintivo.
- C) O Realismo adotou uma perspectiva espiritualista das relações humanas, enquanto o Naturalismo seguiu a doutrina romântica da infância.
- D) O Realismo buscou a idealização das crises urbanas, ao passo que o Naturalismo evitou retratar transgressões sociais e tabus.
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