Ao analisar a linguagem jornalística, o manual destaca a preferência pela ordem direta e simplicidade sintática. No entanto, em editoriais e artigos de opinião, essa recomendação é flexibilizada porque:
- A) o uso da voz passiva analítica é obrigatório para assegurar a neutralidade científica exigida nesses gêneros.
- B) a complexidade frasal serve apenas para preencher o limite de linhas imposto pelos editores do veículo.
- C) a argumentação de temas complexos exige estruturas frasais mais elaboradas para expressar a densidade do pensamento.
- D) os leitores de gêneros opinativos pertencem exclusivamente a classes sociais de alto poder aquisitivo.
O texto teórico indica que a escrita jornalística moderna frequentemente fundamenta-se em três perspectivas essenciais. A relação correta entre essas perspectivas e suas funções no texto é:
- A) o "quê" representa o fato informativo, o "porquê" a sua interpretação e o "juízo de valor" a manifestação opinativa.
- B) o "quê" e o "porquê" servem para informar, enquanto o "juízo de valor" anula a necessidade de fundamentação lógica.
- C) a interpretação do fato deve restringir-se a dados estatísticos, omitindo qualquer juízo de valor no texto.
- D) a opinião do jornalista deve coincidir integralmente com a perspectiva histórica adotada pela comunidade científica.
A teoria jornalística apresentada discute a relação entre a objetividade e a neutralidade na redação de notícias. De acordo com o texto, a neutralidade absoluta é considerada:
- A) um padrão obrigatório e plenamente alcançável em todos os textos opinativos e crônicas literárias.
- B) uma ilusão discursiva, visto que o leitor moderno exige o posicionamento de quem escreve por saber que nenhum discurso é neutro.
- C) um recurso estilístico secundário que visa tornar a leitura cansativa para o público geral.
- D) um desvio da norma culta decorrente do uso excessivo de gírias e superlativos no desenvolvimento textual.
A fim de garantir que a informação seja acessível a diversos públicos, o texto prescreve normas específicas para a redação jornalística. Um desvio dessas recomendações normativas ocorre ao:
- A) estruturar orações em ordem direta com sujeito antecedendo o verbo e seus respectivos complementos.
- B) explicitar o significado de siglas conhecidas logo no primeiro parágrafo do texto.
- C) redigir períodos curtos contendo entre duas e três orações coordenadas.
- D) empregar termos em grau superlativo e adjetivação abundante para descrever os fatos cotidianos.
Na seleção de acontecimentos a serem transformados em notícia, o jornalista avalia critérios de relevância social. Conforme a teoria, a escolha do fato jornalístico é pautada por:
- A) critérios puramente estéticos e literários que priorizam a ficção em detrimento dos fatos reais.
- B) interesses comerciais exclusivos dos patrocinadores do jornal, sem considerar o leitor.
- C) fatores como proximidade, impacto, consequências, interesse humano, originalidade e repercussão do ocorrido.
- D) normas rígidas que proíbem o tratamento de fatos ocorridos fora do limite geográfico do município.
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